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sábado, 14 de maio de 2016

Iniciação à Astronomia: Binóculo ou Telescópio?

Olá pessoal!

Sem dúvida, posso afirmar que a ciência que mais gosto é Astronomia.
Por esse motivo, vim pensando já faz algum tempo em comprar um instrumento que me fizesse visualizar com mais detalhes os astros, e como muitos, a primeira coisa que nos vem à cabeça é um telescópio. Como nunca havia me interessado em adquirir um antes, vi que precisava aprender um pouco sobre as características de um telescópio para saber fazer uma boa escolha. Adivinhem só, me deparei com mais um problema: uma opção de compra alternativa, os binóculos.
Para facilitar a vida de todos nós, caso estejam interessados na mesma aquisição que eu, confiram o guia básico que preparei para vocês, onde exponho quais as principais diferenças entre um e outro e saiba decidir qual o melhor para o seu tipo de uso:

Binóculos: Quase indispensáveis

Bom, depois de muita leitura, cheguei a conclusão que todos os sites e livros afirmavam: um par de binóculos é essencial para uma observação completa do céu estrelado, pois nos dá um campo de visão bem maior do que a precisão de um telescópio. Binóculos facilitam muito o encontro dos corpos no céu, pois são excelentes para observação de elementos que formam um todo, como constelações, ou cometas, ou simplesmente para varrer o céu e visualizar melhor detalhes que a olho nu não são perceptíveis. É recomendado que se obtenha um binóculo antes de um telescópio, pois se você por acaso desistir da Astronomia, ainda poderá utilizá-lo para outras ocasiões, como observação terrestre.

Preço: varia muito!

Sobre preços, os binóculos podem ir de R$100 à mais de mil! Particularmente, se eu fosse comprar um, optaria por um 7x50 ou 10x50, que varia entre 200 e 300 reais. Para os de maior qualidade, somente a partir de R$400, R$500.

Marcas: Característica importantíssima

Podemos encontrar bons binóculos de diversas marcas, mas segundo minhas pesquisas, encontrei uma melhor qualificação em binóculos das marcas Celestron, Meade, Zeiss, Fujinon, Orion, Nikon, entre outras. Compare as características entre um e outro de marcas diferentes e não deixe de ler os comentários de pessoas que compraram em fóruns sobre o assunto, isso poderá te ajudar muito na hora de decidir qual escolher.

7x35, 7x50, 10x50... O que são estes números?

Antes de tudo, aprenda: lê-se "sete por trinta e cinco", e não "sete vezes trinta e cinco", okay?
O primeiro número indica a magnificação óptica, ou seja, quantidade de vezes que o objeto será ampliado em comparação ao olho humano, é basicamente a capacidade de zoom do binóculo. Por exemplo, um binóculo 7x50, aumenta a imagem em sete vezes.
Já o segundo número, indica a abertura das lentes que irão captar a luz dos corpos celestes, medida em milimetros. Quanto maior for a abertura, mais luz poderá ser captada pelo binóculo, e mais luz significa maior nitidez da imagem, proporcionando até mesmo a visualização de estrelas mais apagadas. Um binóculo de 7x50, por exemplo, capta melhor a luz do que um de 7x35.
Mas tenha em mente que quanto maior esses números, maior torna-se o tamanho do binóculo, e consequentemente seu peso também aumenta, necessitando de maior firmeza para uma observação de qualidade. Os mais pesados precisam de tripés ou aparadores para manterem-se firmes. Garanto à vocês: um binóculo de 7x50 pode já atender muito bem às suas necessidades, e geralmente é o preferido dos iniciantes em Astronomia.

Tipo de prisma: Porro ou Roof?

Vamos direto ao ponto: os prismas do tipo "porro" são geralmente os de preferência dos observadores, por proporcionar maior comodidade na observação e oferece mais opções de aumento e abertura, além de ser mais facilmente adaptado à um tripé. Já os do tipo "roof" são mais compactos e contém os tubos retos, sendo também uma boa opção para quem quer iniciar na área (conferir figura abaixo).
Atente-se também ao tipo de vidro: os mais caros e que oferecem maior nitidez à imagem são os vidro BaK4, e os mais baratos, do tipo BK7, este último também não deixando tanto a desejar dependendo da qualidade do binóculo.

Prisma Roof (à esquerda) e Porro (à direita).
Telescópio: análise minuciosa do céu

Com um bom telescópio, é possível observar do quintal da sua casa os anéis de Saturno, não tenha dúvidas. Observações da Lua, Júpiter, Saturno e de outros diversos corpos torna-se algo muito mais detalhado do que o indefinido ponto brilhante que um binóculo te proporcionaria. Mas cuidado: desconfie (e muito) de vendedores e lojas de departamento, pois na maioria das vezes, você saberá mais sobre o produto do que eles mesmos.

Preço: Os mais baratos vs. mais caros

Quando o assunto é custo, somente você poderá decidir o quanto pretende gastar. Mas uma coisa é fato: R$100 em um telescópio? Desperdício total. Os que possibilitam a visualização dos anéis de Saturno e de detalhadas crateras da Lua começam a custar a partir de R$350, isso os mais baratos. Por isso, fuja das propagandas enganosas. Essas normalmente indicam "aumento de 500x" ou "700x", mas como veremos a seguir, o zoom não é a característica mais importante em um telescópio.

Marcas: não se deixe levar pelo preço!

Sejamos sinceros: os nacionais nem se comparam com os de marcas importadas. Celestron, Meade, Orion, Skywatcher, GSO, todas marcas importadas, e as melhores da categoria. Embora seja possível encontrar bons telescópios de marcas nacionais (afinal não adquiri nenhum ainda), segundo minhas pesquisas em diversos fóruns (e foram muitos mesmo!), quase não se encontrava recomendação de marcas que não fossem as citadas acima ou demais marcas importadas. E o preço nem é o problema às vezes - apesar de encontrarmos alguns telescópios fabricados aqui por R$50, de péssima qualidade -, mas sim o acesso à esses produtos. É possível encontrar alguns modelos em sites confiáveis, como <astroshop.com> ou <armazemdotelescopio.com>, mas muitos modelos só poderão ser encontrados no Ebay ou Amazon, o que nem sempre é vantajoso, devido ao alto custo de envio para o Brasil.

Tipo de telescópio

Pois bem, vamos para a parte mais técnica. Telescópios para amadores são basicamente divididos em dois tipos: os refratores e os refletores. Embora exista também modelos muito mais caros por utilizarem motores e qualidade de imagem extremamente profissional, os refratores e refletores desempenham muito bem o papel de proporcionar aos observadores uma imagem nítida e satisfatória.
Refratores: usam lentes para coletar a luz, são os mais comuns, e geralmente os preferidos dos amadores. Não tem muita diferença quanto à qualidade da imagem, mais os refratores exigem menos manutenção, por isso pode vir a ser mais convenientes.
Refletores: usam espelhos para coletar a luz, e possui diferentes modelos, como o Newtoniano, Cassegrain ou Dobsoniano, cada um com design e características levemente diferentes. Um pouco mais caro na maioria das vezes, sendo também uma ótima opção.

Números: 70mm, 100mm, 250mm...

A abertura é novamente o quesito mais importante: medida em milímetros, assim como para os binóculos, quanto maior, melhor. Os telescópios pequenos variam entre 50 e 70mm, os médios entre 70mm e 80mm, os grandes entre 90mm a 100mm, e os gigantes, acima dos 100mm, podendo a chegar aos super potentes de 250mm ou mais!
Fique atento ao zoom: novamente, não é o de maior importância, como muitos pensam. Alguns fabricantes indicam uma capacidade de aumento de 500 vezes, como comentado antes. Compre somente com quem entende do assunto, como em lojas especializadas. Desconfie, pois a magnificação efetiva desses telescópios pode nem chegar à 150 vezes, após isso, não é mais possível obter foco. De que adianta 500x de zoom para ver um borrão?

Oculares: aperfeiçoamento das imagens

É possível comprar oculares separadas para telescópios, o que proporciona maior aumento na imagem, mas de forma nítida, e descanso para os olhos. Se a razão focal for em torno de 10 (ou F/10), menor será a exigência da qualidade da ocular. Já as abaixo de 4 (F/4), não resultarão em imagens tão nítidas a não ser que se use uma ocular de alta qualidade, geralmente bem mais caras.

Montagem: essencial para uma observação de qualidade

Não pense que é só olhar pela ocular e tudo estará ali perfeitamente à sua frente! Uma das coisas mais importantes é uma boa montagem: tripés e demais apoios ajudarão (muito) na estabilização da imagem. Geralmente os telescópios incluem tripés quando novos, mas mesmo assim procure se informar dos itens inclusos com o produto.


Espero ter ajudado vocês com a escolha de um telescópio ou binóculo, e não se esqueçam de optar por aquilo que atenderá melhor às suas necessidades, o que não necessariamente precisará ser o mais caro da categoria.

Obrigada a todos!

Mary.

Base de informações:
MARAN, Stephen P. Astronomia para leigos. Tradução: Ricardo Sanovick. Rio de Janeiro: Alta Books, 2011.
<armazemdotelescopio.com>
<astroshop.com>
Diversos fóruns sobre Astronomia.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Aves-Do-Paraíso: Nova Guiné

A primeira informação que tive sobre esse assunto foi pela televisão, num documentário. Fiquei impressionada, e decidi pesquisar mais a respeito. E então tive certeza que isso era algo que não poderia faltar no meu blog. O que estou falando é sobre as Aves-Do-Paraíso, extraordinárias aves que habitam a Nova Guiné, na Oceania, e que não podemos encontrar em outro lugar no mundo inteiro. Elas impressionam tanto a quem as vê por se diferenciarem tão grandiosamente de qualquer outro tipo de ave, são extremamente exóticas. Plumagens florescentes, danças de acasalamentos, penas semelhante a antenas, aparência de um animal nada parecido com uma ave (ou menos ainda, um simples passarinho)... Ainda não se convenceu? Então dá só uma olhada nisso:

Esse aí é o Pteridophora alberti, capaz de girar suas "antenas" (que podem atingir 50 centrímetros) a 180 graus.
O macho Paradisaea apoda costuma retirar as folhas dos galhos das árvores onde pretende realizar o acasalamento, para obter espaço a ele e a fêmea.
A cor azulada na cabeça do Cicinnurus respublica é tão fluorescente que é visível até mesmo a noite.
Confiram a dança para impressionar uma fêmea de uma das espécies desse pássaro mais curiosa na minha opinião, o Magnificent Riflebird:


Em 2003, um fotógrafo da National Geographic e um cientista da Universidade Cornell se juntaram para uma aventura nas florestas da Nova Guiné afim de capturar fotos e vídeos de todas as 39 espécies das aves-do-paraíso, sendo que até então somente algumas haviam sido catalogadas.
Essa busca demorou oito anos e 18 expedições a alguns dos lugares mais exóticos do mundo. Não foi fácil, mas valeu a pena, sua missão foi cumprida: hoje já podemos conferir imagens e informações de todas elas.
Apesar de encontrarmos essas aves somente na Nova Guiné, elas não estão em ameaça de extinção; isso se deve pela falta de predadores e a grande quantidade de alimentos, o que proporcionou sua fácil reprodução.
Edwin Scholes e Tim Laman conseguiram fotos até então nunca vistas por alguém e hoje podem nos ajudar a compreender e nos impressionar com essas fantásticas aves. Mas além das vantagens houve com certeza desafios que nunca esperavam enfrentar na vida. Foram precisas estratégicos disfarces com as câmeras no meio das folhas para não espantar os pássaros, subidas a 50 metros de altura em árvores, longas caminhadas no meio da mata, barcos que deram pane no meio do mar e, ao calcular, concluíram 2 mil horas dentro de esconderijos somente esperando o momento da aparição das aves!
Confiram abaixo o vídeo do site oficial desse projeto, onde podemos ver cada uma dessas espécies com maior precisão:


Realmente magníficas, as Aves-Do-Paraíso encantam, acredito eu, a qualquer um que as observa, ainda mais depois do trabalho excelente de Edwin Scholes e Tim Laman.
Esperam que tenham gostado desse assunto tanto quanto eu!
Obrigada pela atenção!

Texto produzido por: Mariana Riffel.
Base para as informações: National Geographic Brasil, Birds-of-Paradise Project.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Animal Mais Raro do Mundo: George, O Solitário

Diante das circunstâncias que nos encontramos hoje em dia, o que antes era insignificante, agora representa grande valor (alguns se ainda existissem).
Uma das questões que se encaixam nesses padrões é os animais em extinção. A humanidade vem enfrentando um grande problema com isso nos tempos de hoje e devemos saber reconhecer os valores que ainda nos restam, e que amanhã poderão fazer parte do passado.

O que vamos conferir agora é o animal que foi designado a alguns tempos atrás o mais raro do mundo, por encontrar-se somente uma única espécie no mundo inteiro (daí o nome): George o Solitário, a Tartaruga Gigante Macho.
Houveram muitas e muitas tentativas de reprodução em fêmeas de espécies semelhantes, fracassadas, para tentar habitar a Terra novamente com as Tartaruga-gigantes-das-ilhas-de-Galápagos.
No dia 24 de junho de 2012, George morre por causas naturais, já alcançando o título de tartaruga centenária.


Após muito tempo sendo considerado o único descendente de sua espécie, foram descobertos genes da espécie de George em nove fêmeas, três machos e cinco jovens na subespécie "Tartaruga-gigante-da-ilha-de-pinta", em quem já estão fazendo-se testes para o nascimento de filhotes do animal. 

Abaixo coloquei um vídeo da famosa série de documentários da BBC, Life in Cold Blood, com nosso querido apresentador David Attenborough, super especialista na vida animal.
Esse vídeo é de 4 anos atrás, quando ainda havia algumas espécies de Tartarugas-gigantes-da-ilha-de-Galápagos, e quando George ainda era vivo. Confiram abaixo:


 Se assim como eu vcs ficaram tristes pela morte de George o Solitário, fiquem ligados e acreditem nos testes que com certeza estão sendo realizados para a recuperação desse incrível animal, e não desanimem, pois é muito provável que veremos alguns novos Georges' daqui à algum tempo!


Obg à todos,
Mari.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Tucanos A Vista

Olá Leitores,
Esta semana acordei com um barulho estranho. Tinha acabado de abrir os olhos e já percebi que havia algo que tinha feito-me acordar. Era como a voz de um passarinho, só que mais selvagem, um animal maior.
Fui para fora e avistei... Tucanos! Um casal de tucanos! Confiram abaixo a foto que consegui do tucano macho:

Nome científico: 'Ramphastos Dicolorus'

     Essa espécie de tucano é "Tucano-de-bico-verde", nativa do Brasil, Argentina e Paraguai. Suas principais características são a garganta e o peito amarelo, a barriga e o rosto vermelho e, obviamente, o bico verde. Tem aproximadamente 48 centrímetros, pesando entre 320g a 400g. Sua dieta é composta por frutos de palmitos Euterpes edulis, fruto da embaúba, pequenas frutas como pitanga, artrópodes e pequenos vertebrados, e inclusive se alimentam de ovos e filhotes no ninho de outras aves.
     Vivem nas altas copas das árvores e se relacionam muitas vezes com um outro de sua espécie, o Tucano-de-bico-preto.Encontra-se em toda a região Sul e Sudeste do Brasil, sendo a espécie de tucano que mais adentra o Sul do país.



Referências: Wikiaves, Novo Hamburgo, Wikipedia.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Descoberta Nova Parte do Corpo Humano: Ligamento Anterolateral


          Dois cirurgiões belgas dos Hospitais Universitários de Leuven, na Bélgica, descobriram uma parte inteiramente nova do corpo humano: trata-se de um ligamento no joelho que parece desempenhar um papel importante em pacientes que sofrem uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) – uma lesão desportiva comum.
     O novo ligamentos, nomeado ligamento ântero-lateral, foi descoberto através de técnicas de dissecação macroscópica em vários cadáveres após os médicos começarem a investigar as possíveis causas para as complicações de pós-reabilitação da LCA.
        Os cientistas depararam-se com um artigo escrito em 1879, que teorizava a existência de um ligamento previamente desconhecido no joelho. Dessa forma, os cirurgiões conseguiram localizar o ligamento, que conecta o fémur à tíbia anterolateral.
      Nesse sentido, os pesquisadores no estudo afirmam que o recém-descoberto ligamento foi encontrado em 97% de todos os cadáveres examinados para a investigação. A descoberta pode representar um avanço no tratamento de pacientes com LCA graves.
     A última vez que uma nova parte do corpo humano foi descoberta foi em junho de 2013. Na ocasião, uma camada microscópica foi encontrada na córnea humana. [Descoberta nova camada no olho humano]
      O ser humano tem uma forte tendência a acreditar que sabe tudo sobre a anatomia do corpo – afinal, estamos a estuda-lo há centenas de anos. Estas descobertas provam que há sempre mais coisas para aprender.




Fonte: www.ciencia-online.net